terça-feira, 23 de junho de 2015
Porque a memória é um beco com saída
domingo, 6 de junho de 2010
A mente é como um rio e tal como no caso de um rio, não vale a pena deter o seu curso
Yongey Mingyur Rinpoche; " A Alegria de Viver"; Temas e Debates
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ser
Um budista pensa-se como uma doença, Buda como o doutor, os seus ensinamentos, como o tratamento e a prática espiritual, como o processo de cura."The Monk and the Philosofer", Jean-François Revel and Matthieu Ricard, Schoken Books, New York, 1999
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
DECIFRANDO A HISTÓRIA: O livro tibetano dos mortos

No próximo dia 29 de Outubro de 2008, pelas 15 horas passará no canal História na Televisão por cabo, o documentário sobre O Livro Tibetano dos Mortos, cujo titulo verdadeiro em Tibetano é “Bardo Todrol Chenmo” que quer dizer “ A grande libertação através da escuta do Bardo”.
Os ensinamentos do Bardos são extremamente antigos, encontram-se no que é denominado por Tantras do Dzogchen e têm uma linhagem que se estende muito para lá dos mestres humanos, até ao Buda Primordial, (que em sânscrito se chama Samanthabhadra e em Tibetano Kuntuzngpo), o qual representa a pureza primordial da natureza da mente, absoluta, nua e celestial. Porém, o Bardo Todrol Chenmo em questão é apenas uma parte de um grande ciclo de ensinamentos deixado pelo mestre Padmansabhava e revelado, durante o século XIV, pelo visionário tibetano Karma Lingpa.
“A Grande Libertação através da Escuta do Bardo” ou “O Livro Tibetano dos Mortos”, que contém conhecimentos com características únicas, constitui uma espécie de guia ou narrativa de viagens sobre os estados que surgem depois da morte e destina-se a ser lido – por um mestre ou por um amigo espiritual – a uma pessoa que esteja a morrer e também depois do seu falecimento.
Paz
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A meditação
[A Meditação] é uma prática que, simultaneamente, transcende os dogmas das religiões e é a essência das mesmas.
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A dádiva de aprender a meditar é a maior que alguém poderá dar a si mesmo nesta vida, uma vez que através dela é possível iniciar a jornada para a descoberta da nossa verdadeira natureza, encontrando a estabilidade e a confiança necessárias para viver e morrer bem. A meditação é a estrada para a iluminação.
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Em geral, desperdiçamos as nossas vidas – distraindo-nos do nosso verdadeiro eu – com infindáveis actividades. A meditação, por outro lado, é o caminho para nos trazer de volta a nós próprios, onde podemos realmente experimentar e saborear a totalidade do nosso ser, oculto por detrás dos padrões dos hábitos. As nossas são vividas num esforço intenso e ansioso, num remoinho de velocidade e agressão, com competição, apegados a isto e àquilo, aumentando cada vez mais o fardo com novas actividades extenuante e novas preocupações. A meditação é exactamente o oposto, é quebrar completamente o modo como “funcionamos” normalmente, uma vez que se trata de um estado livre de todos os cuidados, em que não há competição, não há o desejo de possuir ou de nos apegarmos a qualquer coisa, não há lutas intensas ou ansiosas nem desejo ardente de vencer. É um estado sem ambições, onde não existe aceitação ou rejeição, esperança ou medo, um estado em que começamos lentamente a libertar todas essas emoções e conceitos que nos aprisionaram e entramos num estado de simplicidade natural.
Sogyal Rinpoche, "O Livro Tibetano da Vida e da Morte, "O Saber do Oriente", Editora Prefacio
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
O que é o estado meditativo?

Thuan – O budismo fala de um nível mais elevado de consciência, de um estado de consciência não comum, que se pode atingir pela meditação. O que é o estado meditativo? Antecipa o sabor do conhecimento perfeito? É um estado em que o intelecto é reduzido ao silêncio, em que a intuição assume o controlo, em que a consciência habitual do tempo e do espaço é ultrapassada e em que se faz a experiência da nossa própria unidade e da unidade do mundo?
Matthieu – O budismo e a sua ciência contemplativa são consideradas como uma via porque está em causa uma transformação gradual da forma como o nosso espírito funciona, porque está em jogo uma purificação do nosso fluxo de consciência que o leva da confusão ao conhecimento perfeito. Ao longo desta marcha, passa-se por diferentes etapas que, numa palavra, correspondem à estabilização dos pensamentos discursivos, a uma lucidez e a uma serenidade crescentes, a uma visão ininterruptamente mais apurada da natureza dos fenómenos exteriores e da consciência e sobretudo a uma libertação cada vez mais completa dos factores mentais que habitualmente obscurecem o espírito. Descobre-se, então, a verdadeira natureza do espírito, que é a felicidade e compaixão, vazias e luminosas, desprovidas de qualquer fixação mental. Porque o apego ao eu já não tem razão de ser, as noções de meu e de teu desmoronam-se também. Conclui-se que só o espírito pode percorrer este caminho e chegar ao seu próprio conhecimento.
Matthieu Ricard e Trinh Xuan Thuan, O Infinito na Palma da Mão, Editorial Noticias, 2001, pag. 248
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Integrar a noção de impermanência na nossa maneira de ver as coisas

Buda dizia: "Da mesma forma que as pegadas do elefante são as mais vincadas, a impermanência é a ideia mais importante sobre a qual o um budista deve meditar." A impermanência do macroscópico é evidente aos olhos de todos, mas a reflexão sobre a impermanência subtil tem consequências ainda mais profundas. Os fenómenos trazem em si mesmos, naturalmente, o fermento da sua própria transformação e nenhuma entidade imutável pode existir no universo. É, aliás, esta maleabilidade dos fenomenos e da consciência que permite o processo de transformação que, finalmente, conduz ao conhecimento perfeito.
Mathieu Ricard e Trinh Xuan Thuan, O Infinito na Palma da Mão, Editorial Noticias, 2001, pag. 134
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Infinito

Ver um universo num grão de areia,
E um paraíso numa flor selvagem,
Conter o infinito na palma da mão,
E a eternidade no tempo de uma hora.
William Black, Auguries of Innocence, in “Complete Writings of William Black”
Ver num átomo
E em cada átomo,
A totalidade dos mundos,
Eis o impensável.
Buda, Avamtasaka Sutra, “The flower ornament scripture”


